10/30/2008

Here come the halloween...

Todo o ano espero pelo halloween. Nem sei por que, mas era uma data especial, e fazia com que todo mundo lembrasse. Escrevia no quadro da sala de aula qdo caia em um dia da semana, com aranhas e morcegos^^
Me dava prazer, me sentia bem e feliz, mesmo que não fosse a nenhuma festa, mesmo que não visse nenhum filme especial, mesmo que fosse um dia como todos os outros, eu o tornava especial, pelo simples fato de ele ser de alguma maneira especial para mim.
Eu tenho várias gif's sobre halloween, que espero um ano inteiro para usar em qqr lugar xDDD
Mas esse ano, não.
Parece que tudo que faz parte de mim está desaparecendo. Até isso... Até o halloween.
Não sei por que, simplesmente amanhã será mais um dia como outro qualquer. Perdi o entusiasmo por tanta coisa, que isso me surpreende, de verdade.
E pergunto novamente: Onde é que fui parar... Onde foi que me perdi... Será que poderei recuperar essas partes de mim?
Acho que não... Talvez seja inevitável, o fato de eu não ser mais eu.

C.C.

10/29/2008

Considerações... Amanhã.

Tenho-me sentido estranha nos últimos tempos. Mais que o normal.
Não que vá tudo às mil maravilhas, como dizem, mas também não está ruim. No entanto, sinto que minha vida chegou em um daqueles momentos onde ficamos estagnados. Nem para frente, nem pra trás.
Não gosto desse sentimento. Quando a mãe tocou no assunto mudança, fiquei assustada. Tenho uma vida aqui, amigos, a faculdade, um lugar que realmente gosto de morar. Assusta-me a idéia de deixá-los. Pessoas com quem compartilhei tantos momentos bons. Pessoas que não vejo sempre, e que morro de saudade. Pessoas que vejo todos os dias, e ainda assim sinto saudade. Meus amigos, aqueles que me mantém de pé. Como poderia deixá-los? Mesmo sendo tão reservada, eles me entendem, e estão ao meu lado. E também eu quero estar ao lado deles. Mas... Hoje, agora, não sei.
Essa sensação, como se nada saísse do lugar. Sei que é apenas um hipótese mas, se for para melhorar, talvez não seja de todo ruim. Sei por que tenho medo de voltar... É por que me afasto das pessoas que mais gosto quando vou embora... Acho que é uma forma de auto preservação. Como estou longe, afasto-me, para sofrer menos. Detesto isso, sei que sou assim, e não quero que isso aconteça de novo. Acho que é por isso que fico meio que em pânico quando surge o assunto "volta para casa".
Essa é minha casa. No entanto... Com os últimos acontecimentos. A verdade é que aqui não é meu lugar também. Ás vezes penso que partir é melhor que ficar.
Como diz a música:
"Se quem chegou partiu
Se quem virá já foi
Só pra quem fica
Os dias são todos iguais
Mil sonhos pra enterrar
Ventos e vendavais
Corpo e alma vergam
Se os anos pesam demais
No coração."
(marcus viana - uma voz no vento)

E realmente o são, eu sei. Partir pode ser um pouco assustador no início. Sei que desta vez, sofreria bem mais, por que aqui encontrei pessoas maravilhosas, pessoas que amo de verdade. Realmente sentiria falta, saudade, de todos. Mas um dia todo mundo segue seu caminho.
Não. Eu tento mentir para mim mesma, mas o fato é que odeio a possibilidade de ser esquecida por alguém que realmente gosto, por que eu não consigo esquecer as pessoas. Posso ficar longe, posso não ser uma grande amiga, mas não as esqueço, nunca. Mas nem todo mundo é assim. E não deixar-se esquecer é uma arte um tanto complicada para mim.

O que que eu to falando... É uma possibilidade remota, nada mais que isso. O que realmente está mexendo comigo? Oprimindo meu peito, essa angústia...
Se eu pudesse arrancar de mim, se eu pudesse jogar tudo para o alto.
O que ainda estou fazendo aqui, e por que deixo que isso me influencie? Por que não fecho os olhos e volto a ser como antes? Eu não precisava de ninguém. Detesto esse sentimento de dependência.
Dane-se.
Tenho que arrancar de mim, custe o que custar, já não me reconheço mais, e isso está assustando-me, de verdade.
Por que tenho que pensar tanto nos outros? E em mim? Por que não posso simplesmente NÃO pensar?
Affe, tenho pavor destes dias, quero escrever sobre o que me faz bem, o que me faz sorrir. Dia negro. Mas: "Amanhã, será um lindo dia, da mais louca alegria que se possa imaginar." Guilherme arantes.

Hey Jude
Kiko Zambianchi

Lá, lá, lá, lá, lá, lá lá, lá, lá, lá, lá,

Hey Jude, não fique assim
Sabe a vida ainda é bela
Esqueça de tudo que aconteceu
Amanhã será um novo dia

Hey Jude
Pra que chorar
Por alguém que não te ama
Se o mundo agora te faz sofrer, tudo vai passar
Você vai ver

Muita coisa vai fazer você mudar
Não tem mais razão de ser essa tristeza
Se alguém te faz sofrer, pra que lembrar ?
Mas vale tentar viver de esperança

Hey Jude, olha pra mim
Veja o dia como está lindo
Esqueça de tudo que aconteceu,
amanhã será um novo dia

Muita coisa vai fazer você mudar
Não tem mais razão de ser essa tristeza
E se alguém te faz sofrer, pra que lembrar ?
Mas vale tentar viver de esperança

na na na na na na na

Hey Jude
Pra que chorar
Por alguém que não te ama
Se o mundo agora te faz sofrer, tudo vai passar
Você vai ver, ver ver, ver ver ver ver...

C.C.

10/28/2008

Simples assim

"Cada um vê o que quer ou o que pode. A arte de enxergar consiste em fazer os dois da melhor maneira possível - ver o lado bom, e o máximo que conseguir."

C.C.

Pensamento que tive durante minha viagem diária de casa até o centro xD
Quando não durmo no trajeto, até que são uns 40 minutos bem proveitosos para minhas divagações ahuuahuhauahuahauhauah

10/26/2008

Conto do Reino das Trevas

O chamado

O sol acabara de nascer, ainda parcialmente escondido no horizonte, dividia o céu. Uma parte violeta, azul e rosa, e outra ainda escura com algumas estrelas que insistiam em brilhar. No reino este era um momento único, onde por uns poucos segundos tudo silenciava e, de repente, a música da vida, de um novo dia, começava a tocar suas primeiras notas. E era mesmo uma música linda e harmoniosa. No alto de uma colina, próximo à entrada leste da cidade, um Míar-Zan tecia as primeiras notas da melodia. Aos poucos seu Míare foi ganhando volume, e o som encheu o reino. O som do Míare era uma mistura de cello e violino, e do outro lado, à oeste, o som do tambor começou, dando vida às pulsações de um novo dia.
Em um canto remoto do reino, Rácinë acordou segundos antes das primeiras notas. Mas ela não ouviu som algum. Seu mundo situava-se em algum lugar entre o reino e o mundo das fadas. No entanto, ela sentiu. Sentiu cada nota e cada batida do tambor, como se a música fluísse de sua alma. Desde o primeiro dia de vida, Rácinë a sentia. Era a única em seu reino, ela sabia, que sentia as vibrações de um outro mundo. Um mundo que chamava por ela, um sussurro em seu ouvido, como uma brisa de primavera, um rosto. Em seus sonhos ela o via, e chamava seu nome. Mas quando acordava, só restava a lembrança de haver sonhado, e em seguida as pulsações, o chamado de outro mundo.

C.C.

Fazer valer a pena

Encaro o teclado como quem encara um problema de cálculo que ficou pela metade. Com as sobrancelhas franzidas e os olhos opacos.
Como se fosse um velho conhecido, mas que de repente resolveu fechar-se em seu mundo e esconder seus segredos. Você sabe que é capaz, por que já o resolveu antes, mas talvez por julgar que o conhece tão bem, você tenha se perdido em algum detalhe.
Encaro o teclado, como quem encara uma encruzilhada, e não sabe que lado escolher. Como quem encara uma fotografia, e não lembra quando a tirou.
Encaro o teclado com a mesma resignação que encaro meu futuro.
Sei que devo escrever, que tenho algo a dizer, mas não sei como fazê-lo. Da mesma maneira sei que devo viver, que tenho um caminho a seguir, mas não sei por que fazê-lo.
Encaro o teclado como quem encara um rio de águas turvas, tentando divisar algo de sua profundidade, de seu conteúdo, da vida que possa nele existir.
Encaro o teclado, para não encarar minha imagem no espelho, e descobrir onde me perdi.

C.C.

PS: Sei que não posso passar o resto da vida encarando o teclado. Uma hora ou outra, terei que correr o risco, e começar a escrever.

10/21/2008

Liberdade

O pássaro é livre
na prisão do ar.
O espírito é livre
na prisão do corpo.
Mas livre, bem livre,
é mesmo estar morto.

Carlos Drumond de Andrade

Dias ruins, pensamentos ruins, sentimentos ruins.
Mas... Não sei, por que deveria fazer algum sentido?
E pergunto: O que eu to fazendo aqui?
O_õ
Não suporto mais essa chuva, esses dias cinzentos, que alimentam a escuridão.
Nada. Não há nada nem ninguém que me faça mudar de idéia. Não tem lugar para mim aqui. Se ninguém é uma ilha, então estou perdida no deserto.
Pior. Num deserto cinzento, chuvoso e frio.
Sinto-me como Hyugens... Perdida nesse deserto, cheio de mortos-vivos, sabendo que não é ali meu lugar, e que não há lugar para mim. É isso que ele não consegue suportar? Esse vazio nas ruas, nas pessoas, no céu? É daí que vem a sua raiva e o seu medo? Seu ódio descontrolado que o transforma em uma fera encurralada. Ataca para se defender, mas não há inimigo além dele mesmo.
Oh Hyugens, de que pedaço de mim te criei?


C.C.

10/20/2008

O colecionador - John Fowles

Livro que peguei muito por acaso na BU, pensando que seria uma leitura rápida de fim de semana...
Realmente, quando peguei para ler em casa, não consegui largar. Só parei por que meus olhos já não aguentavam mais xD
O livro tem como personagens principais Miranda, filha de um médico de classe media, que vai morar com tia para estudar arte e Frederick Clegg, um funcionário publico, colecionador de borboletas, que fica rico de repente quando ganha uma aposta de futebol.
Frederick desenvolve um amor platônico por Miranda, que morava em frente ao seu escritório e resolve raptá-la quando fica rico.
Miranda é inteligente e tem a idéia fixa de fugir, desde o dia em que chega ao cativeiro. Apesar da dedicação e respeito que Frederick demonstra ter por ela, e de suas declarações apaixonadas, Miranda não consegue desenvolver por ele nenhum sentimento além de ódio e pena.
Frederick demonstra-se realmente apaixonado, gastando quase todo seu dinheiro para fazer as vontades de Miranda enquanto a mantém refém no porão de sua casa.
Durante toda a história trava-se uma batalha entre a inteligência de Miranda, seus instintos, sua maneira de ver o mundo e a obstinação de Frederick em mantê-la no porão, até que ela o aceite. Apesar de todos os apelos sentimentais e racionais que Miranda faz para ser libertada, Frederick resiste, pois, segundo ele, sem ela, sem sua presença, ele sucumbiria à solidão.
Miranda tenta fugir diversas vezes, mas ao menos para detê-la, Frederick usa sua inteligência. A cada tentativa de fuga, a relação entre os dois piora.

O livro é dividido em partes, onde primeiro temos a versão de Frederick sobre os acontecimentos, e depois a versão de Miranda, que é apresentada numa espécie de diário.
O final, para mim, foi surpreendente. Não esperava pela reação de Frederick frente os acontecimentos finais.
Recomendo!

O que mais posso dizer. Via Frederick e Miranda como duas partes do meu próprio ser. Aquela que deseja a liberdade, que deseja aperfeiçoar-se, que deseja a vida acima de tudo, que aprende com seu sofrimento e, como a própria Miranda diz: "Se eu não tivesse passado por essa situação, seria uma pessoa completamente diferente, e não veria o que agora vejo. Por isso não acho que seja uma coisa de todo ruim. Pois quando eu sair daqui, já não serei a mesma Miranda de antes."
E aquela obstinada, eu diria até obsessiva, que não desiste, que não ouve, que insiste em continuar sempre igual. Que insiste em levar algo que já começou errado até o fim, só para não perder o que se tem. Egoísta. Mesquinha.

Bom. Acho que é isso^^

C.C.

10/15/2008

Golden days

Long long time ago...

I'm sad.

Esfingie sem segredos. É uma boa descrição. No fundo, não há mistério algum.
É assim como diz a música:
I remember golden days when all this was a mystery...*

Sim, é isso mesmo. Tempos dourados onde tudo era um mistério. E quando se perde o mistério, perde-se também o brilho.
Talvez seja crueldade, mas não é unilateral. O que seria de mim, se não fosse essa pequena dose de crueldade? Seria como um cãozinho na coleira.
Na verdade estou esgotada. É como se tivessem drenado tudo de bom que houvesse em mim. Tão frágil... Sim. É como a Lara disse, as pessoas são realmente muito frágeis. Eu sou.
Tão frágil que preciso utilizar de crueldade, para sentir que ainda resta alguma coisa em mim.
Mas quando você olha de fora, percebe que essa crueldade exala de mim, mas não atinge ninguém. Então pode-se perceber o quão patética é essa tentativa inútil de me sustentar, de me manter de pé. Só eu saio arranhada. O orgulho ferido, a crueldade disperdiçada.
Sei que não vale a pena. Mas quando me sinto assim, realmente nocauteada, por mais que eu planeje agir como se nada tivesse acontecido, no fim, não consigo. Alguma coisa ruim borbulha dentro de mim e quando percebo, já era.
De qualquer maneira, é um mal que só atinge a mim mesma. Por que as pessoas não se importam mais. As pessoas não percebem mais, não sentem, pelo menos não por mim.
E nessas horas eu vejo como tudo é realmente. O quão fraca é a amizade. E apesar da crueldade, eu fico muito triste. Realmente triste.
Sigo em frente por que é só o que me resta fazer.
Falar, não adianta nada.
É. Eu me sinto sozinha novamente. De que adianta importar-se com as pessoas, se elas só pensam em si mesmas?

"I remember golden days..."
E os anos dourados não passam de ilusão.

*Necessary evil - the dresden dolls

C.C.

10/10/2008

Início e fim na tempestade

O dia foi perdendo o brilho, a luz, o sentido. Sentada na cama, ela admirava a chuva. Começou fraca, fina.
De repente o céu foi escurecendo, primeiro veio o som, o estrondo fazendo o vidro tremer. Então a luz, relâmpagos cortando o céu.
Ela aproximou-se da janela, ficou lá, admirando a tempestade que se formava, a chuva cada vez mais forte, o vento mais intenso, era como se sua alma quisesse fundir-se com a chuva, o vento e os relâmpagos.
Fundir-se com a fúria da natureza, para apagar a tormenta que reinava em sua alma. Como era possível que a tempestade trouxesse seu nome com a chuva, seu cheiro com o vento, sua presença. Ela estava presa nos próprios pensamentos, a mercê do tempo e do espaço que agora começavam a ir e vir através de suas lembranças; de sua dor, de seus sentimentos, de sua confusão, negação, aceitação, de seu amor indesejado.
Qualquer um que entrasse agora veria esta cena, mas não ouviria seus gritos, mudos. Ela agora chorava, por que o nome de quem amava queimava em sua garganta, mas não podia dizê-lo. Não podia gritar para a tempestade lá fora, que trouxera sua dor à tona e a deixara naquele estado de perdição terrível, o nome de quem amava. Era seu segredo, o único, e só seu coração o conhecia. Mas já era tarde, a chuva ficou mais furiosa, e suas lágrimas mais abundantes, ela soluçava, agarrada às grades da janela. Então, enquanto se martirizava e fugia da tormenta que crescia dentro de si, ela olhou para o pulso. Para a fita branca que havia amarrado ali, lembrou de seu pedido, que ela tentara fazer sem pensar naquele rosto, e sentiu uma fisgada no estômago.
Não, aquilo teria que terminar. E ali, enquanto a chuva caia, ela secava as lágrimas, pedia para que a tempestade acabasse com aquilo tudo, com a dor, o tormento, com o amor insano que a dominava, e começou a atacar a fita branca, a puxar e a morder "Este pedido não pode ser realizado, eu o corrompi, agora chega". Com dificuldade arrebentou a fita, mas guardou em uma gaveta, uma lembrança de que agora começava o fim.
Às vezes precisamos exteriorizar nossos impulsos, para firmar nossos objetivos.
Toda vez que olha para o pulso, lembra da fita, da chuva, e da decisão que tomou. Aos poucos ela vai retomando o controle, é difícil, mas necessário.
Aquele nome ainda queima em sua garganta, mas agora ela sabe que isso está morrendo, aos poucos, e é ela quem está matando.

Achei esse texto perdido no myspaces o.O
Há muuuuuito tempo que não entrava lá, tive até que tirar umas teias de aranha no caminho auhauhauhauhauhauhuha Não lembro quando exatamente escrevi isso =X
Mas achei legal^^

C.C.

10/02/2008

Die Sonne



Quero acreditar que não é coincidência, esta carta aparecendo.
Futuro: O Sol.

Ok então, estou aguardando ;)

E quando vejo o sol, como hoje, sinto que ela já está aqui^^
Os problemas se tornam pequenos, as mágoas, o peso, a culpa.
Quando vejo o sol, sinto que deveria brilhar como ele, mesmo com tudo isso que me faz mal, eu devo iluminar o mundo, como ele me ilumina.
Aprender a criar luz através da escuridão. Isso é o que quero fazer. Da minha dor, quero que brotem flores, da minha mágoa seu perfume, do meu orgulho as sementes e das ilusões, o paraíso.

"Fiat Lux!"

Eu também posso xD

C.C.