
Tardes assistindo séries e filmes, um piquenique no quintal, manhãs e noites cheias de histórias, um cafuné.
Saudade de mimar minha maninha.
Saudade do seu baurú.
C.C.

Tardes assistindo séries e filmes, um piquenique no quintal, manhãs e noites cheias de histórias, um cafuné.
Hoje olhei pela janela e vi nuvens brancas e fofas baixas no horizonte, num tom amarelo pálido de crespúsculo. Lembrei de quando era criança e costumava passar as tardes em cima de uma goiabeira no quintal de casa, olhando para o céu e imaginando que haviam cidades escondidas por trás das nuvens, e que se olhássemos com cuidado, era possível ver o topo de uma torre e um pássaro saíndo dela. O pássaro hoje eu vi, mas o topo das torres já devem estar perdidos pra mim. E eu costumava vislumbrar alguns naquelas tardes de verão...
C.C.
O que me espanta é esta capacidade incrível que algumas pessoas têm de sempre se transformarem em vítimas. A distorção que conseguem fazer de uma frase, uma palavra, de conseguirem transformar dois em vinte, agora em ontem, sai em fica. Pessoas que olham tanto para o próprio umbigo que não conseguem perceber que o mundo não gira ao redor delas, e que os outros também sentem. Pessoas que são, na melhor definição da palavra - Cegas!
Vivem num mundo próprio e tentam a todo custo trazê-lo para aqueles que estão à sua volta. Então tudo é a respeito deles, e sua forma de viver e de pensar é a certa; não há necessidade de mudança - a não ser a mudança necessária para que os resto do mundo se adeque à sua maneira de viver.
Eu me espanto, porque nada do que seja dito será ouvido; as palavras parecem sofrer uma mutação durante o caminho até seus ouvidos e tomam outro significado.
Eu me espanto, porque não adianta quantas vezes alguém tente lhes estender a mão, essa mão ficará vazia, porque o Cego simplesmente não a enxerga - não quer enxergar.
Espanta-me infinitamente, porque não há nada que se possa fazer, não há nada que se possa dizer; é como tentar argumentar com uma porta! E aquele que tenta ajudar fica eternamente com a mão estendida, à espera - assistindo de camarote o desenrolar de um drama que nunca tem fim, e que só existe na mente do Cego. Onde o Cego se torna rei, propagador do caos, escravo de sua própria dor e mestre de sua agonia. O Cego causa sua própria ruína por simples medo de abrir os olhos.
C.C.
De amor... Amor é infinito!
Do encanto do seu poder,
Tanta se tem dito!
- E há tanta coisa a dizer...
Para matar as saudades,
Fui ver-te em ânsias, correndo...
- E eu que fui matar saudades,
Vim de saudades morrendo...
Tu censuras de minha alma,
Esse alvorôço, esse ardor!
- Quem tem amor, e tem calma,
Tem calma... Não tem amor...
Adelmar Tavares
C.C.
Só a partir da compreensão é que podemos começar a entender e aceitar as coisas. Eu não sei o quão baixo tive que descer para conseguir subir novamente, mas tenho e impressão de que se cavei o fundo do poço, não foi muito, só o suficiente para me colocar de pé. Talvez algumas pessoas tenham mais predisposição que outras para seguir em frente. Eu sei que todo mundo sofre, sei que a dor de ninguém deve ser menosprezada ou diminuída, quem pode sentir por você? Só você sabe o tamanho da sua dor. As pessoas falam tanto que o mundo é um lugar horrível, um inferno, que o ser humano é desprezível. Mas isso é o que elas vêm e sentem, ou é só o que elas querem ver? O reflexo do que existe dentro de nós. Eu sei o quão cruel posso ser, o quão arrogante e egoísta. Sei que se não me ativesse a meus valores e princípios, poderia ter me tornado um pessoa mesquinha e egoísta, sem qualquer sentimento verdadeiro por alguém. Mas acima de tudo, sei que ainda posso me transformar nesta pessoa. É uma luta diária; todo dia eu faço a minha escolha, todo dia eu penso no que é bom. Todos os dias eu escolho o amor ao invés o ódio, a esperança ao invés do desespero, viver ao invés de simplesmente existir. Minha vó me disse hoje uma coisa que já li há muito tempo e fiz questão de guardar comigo: Quanto mais conhecimento nós temos, maior se torna nossa responsabilidade - não só perante nós, mas perante o resto do mundo.
C.C.
Mário Quintana
C.C.
Mais um vídeo do Samuel, com sua mais nova composição - Remember =D
Eu gostaria muito de ver as músicas dele executadas por uma orquestra, então por favor, assistam ao vídeo no youtube também (vou deixar o link aqui) =D
Muito obrigado e aproveitem!!
C.C.
PS: Se gostarem, podem espalhar por aí!
Faz um tempo postei aqui um texto, e disse que era inspirado em uma música que um amigo meu compôs. Finalmente ele colocou a música à disposição no youtube, então, finalmente posso colocá-la aqui!
Vou colocar o texto também, e se você tiver um tempinho, leia ouvindo a música =D
Ele sentou-se em frente ao piano, e seus dedos começaram a percorrer as teclas lentamente enquanto ele fitava o céu azul e as ondas que iam e vinham. Seus dedos agitavam-se; fechou os olhos e curvou-se sobre o piano. A música emanava dele, seu coração batendo mais depressa, e a espera, a procura saíndo de sua alma e transbordando em seu peito, transformando-se em notas que ecoavam pela praia deserta, espalhando-se pela areia e tocando as ondas - o som parecia atraí-las. A brisa suave agitava as folhas de uma árvore próxima e nuvens encobriam o céu. Como se o mundo quisesse unir-se à sua dor, o som ganhava vida, o mar rugia, o vento furioso agitava seus cabelos e nuvens escuras agitavam-se sobre o mar, misturando-se com as ondas que avançavam sobre ele. A música parecia abarcar tudo à sua volta, e quando seu peito explodiu em lágrimas, o céu chorou, derramando uma tempestade sobre o mar, lavando seu rosto, e sua alma. Ele tocava com uma paixão profunda e a intensidade de seu pesar transformava o tempo e o espaço, invocando imagens e lembranças que ganhavam vida em seus dedos.
O riso, o toque, os olhos claros e brilhantes...
Aos poucos, a tempestade foi acalmando, dando lugar a uma chuva fina e fria que corria por seu rosto. A face agora voltada para o horizonte, e os olhos fechados abriam-se vagarosamente, como o sol que voltava a surgir por entre as nuvens. Os olhos abertos fitando o horizonte; nas ondas a luz do sol refletia e se espalhava, sentiu o calor tocando seu rosto. A música foi diminuindo e as ondas, agora mais calmas, pareciam um espelho refletindo o céu claro e rosado. Seu coração começou a bater mais devagar, à medida que as notas diminuíam, e a música cessou assim que o sol se escondeu atrás do horizonte.
A brisa voltou, suave, e o barulho do mar parecia um sussurro em seus ouvidos. Olhando para a lua, seu brilho parecia dizer:"Decifra-me, ou devoro-te," e pensou, enxugando uma última lágrima, que era o mesmo que lia em seu olhar.
*Publicado originalmente em 08/08/2009
C.C.