10/31/2008

Histórias de Halloween õ_o - Parte 2


Hoje - A Morte

Então o dia tinha começado muito bem, com ónibus estragando e aula de química analítica. Eu tinha parado na parte do bichinho verde né? Ok.
Após responder ao questionário, a lara e eu decidimos que era hora de ir para a aula de inorgânica... O dia estava lindo, sem nuvens, quente no sol e frio na sombra, de modo que ficávamos mudando de lugar conforme nosso corpo pedia (sombra até o braço arrepiar de frio, e sol até torrarmos). Estávamos nos encaminhando para a sala de aula quando percebemos que iríamos chegar atrasadas =X Ora, isto não é nada, é verdade, maaaas... A lara olhou para mim e disse:"É só você falar alguma coisa que eu não entro na sala." Eu olhei para ela e disse:"Tava esperando você falar alguma coisa pra gente não entrar na sala."
Conclusão, em menos de um minuto decidimos que o dia estava lindo de mais (depois de semanas de chuva ou dias nublados) para ser "desperdiçado" dentro de uma sala de aula, ouvindo sobre uma matéria que não entendíamos praticamente bulhufas.
HEEEEYYYYYY A liberdade!! auhauhauhuahuahuhauahuha
Fomos para o sol!!! ** ** **
Aí depois pra sombra, e finalmente nos acomodamos em baixo de uma árvore, que nos forneceria sol e sombra xDDD
Ficamos lá um tempo, encontramos o Pig, ficamos conversando até às 16:00, quando finalmente levantamos (eu com o rosto parcialmente vermelho ¬¬ mas só vi isso quando cheguei em casa ._.).
Então, finalmente, mas ainda sem muito entusiasmo, a Laruxca buscou as coisas no carro e assumiu sua verdadeira forma: A Morte. (hauhauhauhauhauhauhauahuahauh)
Caminhando pelos corredores do CFM ela fez sua primeira vítima, um menino que estava conversando com uma menina e quando olhou pra ela realmente levou um susto auhauhauau Ele deu um micro pulo e gritou "Não!!" Ri muito xDD
Aí então nos empolgamos um pouco, a lara, desculpe! Digo, A Morte, terminou de se arrumar (maquiagem e lente amarela) e saímos para fazer outras vítimas - minha pessoa foi a alma penada que cuidava para que A Morte não machucasse ninguém (especialmente eu^^) com sua foice, e carregava os itens básicos para que ela continuasse sendo a morte (pó branco e soro uauhauhaauh).
Assim, chegamos à sala de aula, onde estava tendo uma aula de física (a turma era de uns conhecidos nossos da física^^). A Morte entrou, sentou-se em uma cadeira e esperou que o professor a notasse. Eu fiquei do lado de fora, rindo que me acabava, já que o professor NÃO olhava para os alunos, e só percebeu que tinha um aluno bem esquisito na sua turma quando outros alunos apontaram A Morte!!! UHAuuhAuaHuHAUHAUHA
Até aí tudo bem^^ Saímos da sala de aula, fomos parar no CCE (já que um certo Ariel roubou a foice da morte - que atrevimento não?!) e lá mais pessoas queriam tirar foto com a morte^^ Bom, uma mulher se empolgou com o visual dela, dizendo que tinha um amigo que a adoraria, e pediu o orkut da Morte huauhauhauhauhauhauha Sim, a Morte também tem orkut xD
Antes encontramos um zumbi, ou seja lá o que fosse, vestido de humano ainda, esperando para assumir sua forma natural e que quis tirar foto com a Morte também^^
Algumas pessoas a ignoravam, outras se assustavam, e outras RIAM na CARA da Morte auhuhauhahauhauhahuauhauhauhauhaauhauhauhauuahauhauh
Fizemos uma passagem pelos corredores de Letras, assustando e sendo ignoradas.
Mas! Uma coisa esta humilde serva descobriu neste dia: A Morte, sua Mestra, era admirada pelas pessoas o_o Sim!! Creiam-me, pessoas (do sexo masculino, obviamente) queriam por que queriam ser mortas por aquela Morte xD
Creiam, a Morte recebeu algumas várias cantadas^^ Ô povinho esquisito esses humanos, não?! Facilmente enganados pela beleza... Bom, de alguma maneira A Morte precisa atraí-los para o seu domínio.
Também descobri que as pessoas encaram a Morte como encaram a sua vida. Alguns sorriem, outros elogiam, uns admiram, e ainda outros ou ignoram, ou a reprovam... Os últimos mereciam uma visitinha mais íntima para aprender a levar a vida com mais humor, na minha humilde opinião, claro.
A visita ao comper (supermercado) também foi divertida, embora estivéssemos no fim do expediente, morrendo de cansaço. Ali também havia os que riam, os que admiravam, os que ignoravam, e os que reprovavam. Aliás, ali teve uma mortal que deu uma olhada de desprezo tão significativa para a Morte, que fiquei imaginando o quão frustrada não deve ter sido a sua vida... Sei lá... Não gostei do modo como ela encara a Morte, mas mais pelo fato de entender ali, naquele momento, o modo como ela deveria encarar a Vida. Mas resolvi encarar pelo lado positivo, nunca é tarde para mudar isso, não é? Quem sabe um dia ela perceba que a Morte estava lá para divertí-la, assustá-la, fazer uma brincadeira no halloween, e não para insultá-la.
Esta pobre serva descobriu outras coisas, algumas com relação a si mesma. Como por exemplo: Há algum tempo atrás, ela nunca teria se dado ao trabalho de acompanhar uma criatura que resolvesse se vestir de Morte e sair pela faculdade, e até pela cidade, pelo simples fato de morrer de vergonha do que as outras pessoas iriam pensar. Bom, eu descobri desse modo o que as pessoas pensam, ou demonstram pensar, e foi bem divertido =D
Tanto, que fiquei imaginando o que poderíamos arranjar para o próximo Halloween õ_ó

Ás vezes as pessoas precisam de uma quebra na rotina... Para perceber o quão robotizados estamos ficando, ou talvez nem isso, mas para perceber o quão normais nos julgamos ser. Estamos perdendo o que nos é mais precioso, a imaginação, o sonho, a alegria, o humor. Estamos nos concentrando em ser pessoas normais, como se pudéssemos saber o que é a tão procurada "normalidade". Estamos nos concentrando neste mundo "real", que por mais que nos esforcemos, não podemos entender. E arrastando toda a vida deste planeta para o caos, para um futuro nebuloso, sem sonhos. E sem sonhos, o que são os seres humanos? O que pode-se esperar de uma pessoa que não sonha?
E volto para meu antigo sermão, que não deveria o ser, mas percebo que é: Não julgueis e não sereis julgados, não condenai, e não sereis condenados. Sei que é um versículo, mas para mim, não importam os outros, este é um dos mais importantes, por que é a partir dele que aprendemos a nos libertar dos vícios, da paranóia pela normalidade, da busca pelo o que é certo e errado. Como eu disse aqui antes: Certo é amar, e errado é tudo aquilo que vai contra o amor. O resto, meus amigos, é resto.
Mas aí vai da capacidade de cada um em entender o que é o amor...
Era tudo tão simples, e nós complicamos a tal ponto de não saber nem o que é isso, o amor.

C.C.
PS: O fundo da foto era branco e não gostei... Aí usei do super recurso avançado do paint para torná-lo preto, não estranhem então, eu sei que ficou ruim ¬¬
Queria uma foto de hoje, mas meu celular estava sem crédito para mandar as que tirei para o meu e-mail =(



A morte no caixa eletrônico xDD

Histórias de Halloween õ_o

Vamos começar com algumas historinhas de halloween... Aí então veremos como fica o grandioso e lamurioso post passado xD

A casa do terror

Quando tinha eu uns 11 ou 12 anos - não lembro õ_ó - uns amigos nossos (nossos: meus amigos e seus pais, que eram amigos da minha mãe) fizeram uma festa de halloween na casa deles, e tinha uma casa em construção no terreno do lado. Well, nós, como crianças felizes e criativas que éramos (sou) decidimos fazer ali uma casa do terror. Meu amigo, Jáder, falou com o dono da casa e ele deu permissão para nós a usassemos^^
Foi muito legal! Eu me vesti de pânico, e ficava em um quarto, escondida por umas tábuas, aí quando pessoa entrava eu saia correndo atrás dela, mas só até a porta xD
Em outro quarto tinha uma criatura vestida de louco, numa "prisão" que gritava quando uma pessoa passava uhauhahauhauhahu E em outro quarto, o maior e mais escuro (tava escuro mesmo lá, vc's não tem nossão! Não dava nem pra enxergar o chão O_O) ficava outra pessoa, sem máscara nenhuma, num canto do quarto, esperando o visitante sair do quartinho onde tinha uma mão dentro de uma caixa, que pulava em cima da pessoa xD Aí qdo o ser estava saindo, sem nem olhar pra trás, achando q era o fim, eu (ou outra pessoa q estivesse lá na hora, pq revesávamos as posições) saia de fininho e pulava no pescoço da pessoa!! HUAuhaaUuhauaaUHaHU Era a parte mais divertida, por que ninguém esperava por aquilo, e levavam um susto mesmo >DDD
Também tinha um ser vestido de diabo, com um tridente =D

O Halloween que virou pesadelo

Ok, essa foi dolorosa, mas já superei^^
Fiz uma festa aqui em casa e convidei os amigos, resolvi juntar os dois grupos de amigos que tinha na época - os do Dom Bosco (minha escola antiga) e os do Tendência (onde fiz o terceirão). O pessoal não era de todo desconhecido uns para os outros, mas a separação em panelas foi, infelizmente para minha pessoa, inevitável. Não tinha bebida (álcool) por que na minha casa não gostamos disso, e o pessoal não levou...¬¬ Então, eu tive que revezar para dar atenção às pessoas em suas respectivas panelas u_u
Maaaas, em um determinado momento, a Belluxca, que gosta tanto quanto eu de panelinhas infelizes, teve uma idéia: Jogar verdade ou consequência, mas no caso, só lidaríamos com a verdade.
Até aí tudo bem, eu nunca tinha participado desse jogo, sempre consegui escapar xDD Mas já que a festa era minha, tive que fazer as honras da casa... Foi rodada atrás de rodada e o pessoal começou a perceber que a garrafa não apontava para mim de jeito nenhum - nem o fundo, nem a boca - e começaram a ficar inquietos, dizendo que era por eu ser bruxa, que eu tava fazendo aquilo de propósito, e que eu não iria escapar. O fato era que eu estava bem feliz, mas também não via motivo para as pessoas quererem tanto que a garrafa parasse em mim, já que eu não fazia porcaria nenhuma da vida, não bebia, não fumava, não saía, não nada (e ainda sou assim xD).
Acho que o negocio começou a tomar proporções exageradas, e no fim, quando disse que eu queria ir ao banheiro e levantei, eles armaram a cilada. Apontaram a garrafa na minha direção e disseram que eu era a próxima. Quando saí do banheiro, a garrafa tava lá, apontando para mim e para a Maria isabel... Maria Isabel, justo a Isa? Foi o que pensei. Mas é que eles estavam fazendo perguntas absurdas, que envolviam e muito a intimidade das pessoas... Imaginei o que me esperaria o_o
Mas a pergunta dela foi simples e direta: Há quanto tempo gostas do João Filipe? (sendo, obviamente, que o João estava sentado ao lado dela e bem na minha frente).
Bom, eu já havia dito para ele que estava apaixonada por ele há um ano, mas não esperava que ela perguntasse aquilo com todo mundo ali, já que na minha cabecinha quase ninguém além do filipe e eu sabíamos disso (e a isabel e a alexandra e o fuerback). Ela fez a pergunta e todo mundo ficou em silêncio. Sabe, aquele silêncio de constrangimento? Aí de repente o pessoal começou a dizer que ia ao banheiro, ou à cozinha, ou dar uma volta na rua, qualquer coisa para sair dali. Eu tava meio apavorada, não esperava por aquilo, muito menos pelo silêncio, e pelo o que se seguiu a ele, e tava com a garganta dolorida, quase chorando... Mas aí, já que a merda tava feita mesmo, eu respondi. Disse que gostava dele há dois anos. A reação foi outra, todo mundo que não sabia disso começou a dizer que não sabia, e a isabel dizendo atrás: Sério? Eu pensei que todo mundo aqui já soubesse O_O
Bom, depois disso minha "macumba" acabou e a garrafa gostou de apontar pra mim, as perguntas não foram melhores, mas com certeza, essa foi a pior ú_ù
PS: Isso aconteceu em 2007, eu já estava no cursinho.

Hoje

Certo, então voltamos para o presente. Ontem escrevi aquele post, dizendo que o Halloween perdera seu significado para mim, e parari parara...
Hoje acordei pensando o mesmo. Mas já que todo ano eu me vestia de forma a lembrar o mínimo que fosse esse dia, me vesti toda de preto (não que isso fosse fazer alguma diferença hoje, já que geralmente ando toda de preto, mas...). Enfim, acordei atrasada e resolvi pegar o bus de 8:30, que passa na frente da minha casa. O onibus passou, eu entrei, ele foi subir a morreba e parou ò_o Aí ele deu a ré, parou na frente da minha casa, e nós descemos o/
Bom, no fim o bus acabou pegando de novo e lá fomos nós outra vez^^ Não deu 15 minutos ele parou de novo, e tivemos que trocar de onibus ¬¬ Um onibus lotado, onde não tinha lugar nem no chão para eu por a minha mochila (sempre um peso) e uma criatura atrás de mim ficava me esmagando. Tá certo que sou magra, mas ainda existo! Ela queria o espaço só pra ela, e ficamos numa luta silenciosa de costas uma para outra, até que ela venceu a batalha e eu me encolhi onde podia.
Finalmente cheguei na faculdade, rindo, apesar da manhã maravilhosa que tivera, e que estava só começando. Para encarar a super aula de química analítica da tia Io-Io (apelido carinhoso, mas ela é mais conhecida como a Bruxa da química anal...) fui direto tomar café. Depois almoço, depois morgação (morgação = não fazer nada em algum lugar), responder questionário para ajudar uma menina em seu trabalho de faculdade, e enquanto respondíamos o questionário (lara e eu) uns bichinhos verdes, que não faço idéia do que fossem, apareceram na mesa xD Eles eram bem pequenos e fofos, e eu fiquei brincando com um deles (sei que era um inseto, pelo menos õ.o). Ele ficou um tempo andando pela minha mão, e quando fui largá-lo na mesa, ele não queria sair... Soprei o coitado, ele caiu na mesa, e não é que veio saltando para a minha mão de novo? O_O Eu não queria machucá-lo, então soprei outra vez, e ele outra vez ele veio pra cima de mim. Tirei o casaco com cuidado, e ele ficou mais um tempo na minha cintura, aí enquanto eu pensava em um nome pra ele, ele sumiu =( =( =(

Continua no próximo post: Hoje - A Morte.

C.C.

10/30/2008

Here come the halloween...

Todo o ano espero pelo halloween. Nem sei por que, mas era uma data especial, e fazia com que todo mundo lembrasse. Escrevia no quadro da sala de aula qdo caia em um dia da semana, com aranhas e morcegos^^
Me dava prazer, me sentia bem e feliz, mesmo que não fosse a nenhuma festa, mesmo que não visse nenhum filme especial, mesmo que fosse um dia como todos os outros, eu o tornava especial, pelo simples fato de ele ser de alguma maneira especial para mim.
Eu tenho várias gif's sobre halloween, que espero um ano inteiro para usar em qqr lugar xDDD
Mas esse ano, não.
Parece que tudo que faz parte de mim está desaparecendo. Até isso... Até o halloween.
Não sei por que, simplesmente amanhã será mais um dia como outro qualquer. Perdi o entusiasmo por tanta coisa, que isso me surpreende, de verdade.
E pergunto novamente: Onde é que fui parar... Onde foi que me perdi... Será que poderei recuperar essas partes de mim?
Acho que não... Talvez seja inevitável, o fato de eu não ser mais eu.

C.C.

10/29/2008

Considerações... Amanhã.

Tenho-me sentido estranha nos últimos tempos. Mais que o normal.
Não que vá tudo às mil maravilhas, como dizem, mas também não está ruim. No entanto, sinto que minha vida chegou em um daqueles momentos onde ficamos estagnados. Nem para frente, nem pra trás.
Não gosto desse sentimento. Quando a mãe tocou no assunto mudança, fiquei assustada. Tenho uma vida aqui, amigos, a faculdade, um lugar que realmente gosto de morar. Assusta-me a idéia de deixá-los. Pessoas com quem compartilhei tantos momentos bons. Pessoas que não vejo sempre, e que morro de saudade. Pessoas que vejo todos os dias, e ainda assim sinto saudade. Meus amigos, aqueles que me mantém de pé. Como poderia deixá-los? Mesmo sendo tão reservada, eles me entendem, e estão ao meu lado. E também eu quero estar ao lado deles. Mas... Hoje, agora, não sei.
Essa sensação, como se nada saísse do lugar. Sei que é apenas um hipótese mas, se for para melhorar, talvez não seja de todo ruim. Sei por que tenho medo de voltar... É por que me afasto das pessoas que mais gosto quando vou embora... Acho que é uma forma de auto preservação. Como estou longe, afasto-me, para sofrer menos. Detesto isso, sei que sou assim, e não quero que isso aconteça de novo. Acho que é por isso que fico meio que em pânico quando surge o assunto "volta para casa".
Essa é minha casa. No entanto... Com os últimos acontecimentos. A verdade é que aqui não é meu lugar também. Ás vezes penso que partir é melhor que ficar.
Como diz a música:
"Se quem chegou partiu
Se quem virá já foi
Só pra quem fica
Os dias são todos iguais
Mil sonhos pra enterrar
Ventos e vendavais
Corpo e alma vergam
Se os anos pesam demais
No coração."
(marcus viana - uma voz no vento)

E realmente o são, eu sei. Partir pode ser um pouco assustador no início. Sei que desta vez, sofreria bem mais, por que aqui encontrei pessoas maravilhosas, pessoas que amo de verdade. Realmente sentiria falta, saudade, de todos. Mas um dia todo mundo segue seu caminho.
Não. Eu tento mentir para mim mesma, mas o fato é que odeio a possibilidade de ser esquecida por alguém que realmente gosto, por que eu não consigo esquecer as pessoas. Posso ficar longe, posso não ser uma grande amiga, mas não as esqueço, nunca. Mas nem todo mundo é assim. E não deixar-se esquecer é uma arte um tanto complicada para mim.

O que que eu to falando... É uma possibilidade remota, nada mais que isso. O que realmente está mexendo comigo? Oprimindo meu peito, essa angústia...
Se eu pudesse arrancar de mim, se eu pudesse jogar tudo para o alto.
O que ainda estou fazendo aqui, e por que deixo que isso me influencie? Por que não fecho os olhos e volto a ser como antes? Eu não precisava de ninguém. Detesto esse sentimento de dependência.
Dane-se.
Tenho que arrancar de mim, custe o que custar, já não me reconheço mais, e isso está assustando-me, de verdade.
Por que tenho que pensar tanto nos outros? E em mim? Por que não posso simplesmente NÃO pensar?
Affe, tenho pavor destes dias, quero escrever sobre o que me faz bem, o que me faz sorrir. Dia negro. Mas: "Amanhã, será um lindo dia, da mais louca alegria que se possa imaginar." Guilherme arantes.

Hey Jude
Kiko Zambianchi

Lá, lá, lá, lá, lá, lá lá, lá, lá, lá, lá,

Hey Jude, não fique assim
Sabe a vida ainda é bela
Esqueça de tudo que aconteceu
Amanhã será um novo dia

Hey Jude
Pra que chorar
Por alguém que não te ama
Se o mundo agora te faz sofrer, tudo vai passar
Você vai ver

Muita coisa vai fazer você mudar
Não tem mais razão de ser essa tristeza
Se alguém te faz sofrer, pra que lembrar ?
Mas vale tentar viver de esperança

Hey Jude, olha pra mim
Veja o dia como está lindo
Esqueça de tudo que aconteceu,
amanhã será um novo dia

Muita coisa vai fazer você mudar
Não tem mais razão de ser essa tristeza
E se alguém te faz sofrer, pra que lembrar ?
Mas vale tentar viver de esperança

na na na na na na na

Hey Jude
Pra que chorar
Por alguém que não te ama
Se o mundo agora te faz sofrer, tudo vai passar
Você vai ver, ver ver, ver ver ver ver...

C.C.

10/28/2008

Simples assim

"Cada um vê o que quer ou o que pode. A arte de enxergar consiste em fazer os dois da melhor maneira possível - ver o lado bom, e o máximo que conseguir."

C.C.

Pensamento que tive durante minha viagem diária de casa até o centro xD
Quando não durmo no trajeto, até que são uns 40 minutos bem proveitosos para minhas divagações ahuuahuhauahuahauhauah

10/26/2008

Conto do Reino das Trevas

O chamado

O sol acabara de nascer, ainda parcialmente escondido no horizonte, dividia o céu. Uma parte violeta, azul e rosa, e outra ainda escura com algumas estrelas que insistiam em brilhar. No reino este era um momento único, onde por uns poucos segundos tudo silenciava e, de repente, a música da vida, de um novo dia, começava a tocar suas primeiras notas. E era mesmo uma música linda e harmoniosa. No alto de uma colina, próximo à entrada leste da cidade, um Míar-Zan tecia as primeiras notas da melodia. Aos poucos seu Míare foi ganhando volume, e o som encheu o reino. O som do Míare era uma mistura de cello e violino, e do outro lado, à oeste, o som do tambor começou, dando vida às pulsações de um novo dia.
Em um canto remoto do reino, Rácinë acordou segundos antes das primeiras notas. Mas ela não ouviu som algum. Seu mundo situava-se em algum lugar entre o reino e o mundo das fadas. No entanto, ela sentiu. Sentiu cada nota e cada batida do tambor, como se a música fluísse de sua alma. Desde o primeiro dia de vida, Rácinë a sentia. Era a única em seu reino, ela sabia, que sentia as vibrações de um outro mundo. Um mundo que chamava por ela, um sussurro em seu ouvido, como uma brisa de primavera, um rosto. Em seus sonhos ela o via, e chamava seu nome. Mas quando acordava, só restava a lembrança de haver sonhado, e em seguida as pulsações, o chamado de outro mundo.

C.C.

Fazer valer a pena

Encaro o teclado como quem encara um problema de cálculo que ficou pela metade. Com as sobrancelhas franzidas e os olhos opacos.
Como se fosse um velho conhecido, mas que de repente resolveu fechar-se em seu mundo e esconder seus segredos. Você sabe que é capaz, por que já o resolveu antes, mas talvez por julgar que o conhece tão bem, você tenha se perdido em algum detalhe.
Encaro o teclado, como quem encara uma encruzilhada, e não sabe que lado escolher. Como quem encara uma fotografia, e não lembra quando a tirou.
Encaro o teclado com a mesma resignação que encaro meu futuro.
Sei que devo escrever, que tenho algo a dizer, mas não sei como fazê-lo. Da mesma maneira sei que devo viver, que tenho um caminho a seguir, mas não sei por que fazê-lo.
Encaro o teclado como quem encara um rio de águas turvas, tentando divisar algo de sua profundidade, de seu conteúdo, da vida que possa nele existir.
Encaro o teclado, para não encarar minha imagem no espelho, e descobrir onde me perdi.

C.C.

PS: Sei que não posso passar o resto da vida encarando o teclado. Uma hora ou outra, terei que correr o risco, e começar a escrever.

10/21/2008

Liberdade

O pássaro é livre
na prisão do ar.
O espírito é livre
na prisão do corpo.
Mas livre, bem livre,
é mesmo estar morto.

Carlos Drumond de Andrade

Dias ruins, pensamentos ruins, sentimentos ruins.
Mas... Não sei, por que deveria fazer algum sentido?
E pergunto: O que eu to fazendo aqui?
O_õ
Não suporto mais essa chuva, esses dias cinzentos, que alimentam a escuridão.
Nada. Não há nada nem ninguém que me faça mudar de idéia. Não tem lugar para mim aqui. Se ninguém é uma ilha, então estou perdida no deserto.
Pior. Num deserto cinzento, chuvoso e frio.
Sinto-me como Hyugens... Perdida nesse deserto, cheio de mortos-vivos, sabendo que não é ali meu lugar, e que não há lugar para mim. É isso que ele não consegue suportar? Esse vazio nas ruas, nas pessoas, no céu? É daí que vem a sua raiva e o seu medo? Seu ódio descontrolado que o transforma em uma fera encurralada. Ataca para se defender, mas não há inimigo além dele mesmo.
Oh Hyugens, de que pedaço de mim te criei?


C.C.

10/20/2008

O colecionador - John Fowles

Livro que peguei muito por acaso na BU, pensando que seria uma leitura rápida de fim de semana...
Realmente, quando peguei para ler em casa, não consegui largar. Só parei por que meus olhos já não aguentavam mais xD
O livro tem como personagens principais Miranda, filha de um médico de classe media, que vai morar com tia para estudar arte e Frederick Clegg, um funcionário publico, colecionador de borboletas, que fica rico de repente quando ganha uma aposta de futebol.
Frederick desenvolve um amor platônico por Miranda, que morava em frente ao seu escritório e resolve raptá-la quando fica rico.
Miranda é inteligente e tem a idéia fixa de fugir, desde o dia em que chega ao cativeiro. Apesar da dedicação e respeito que Frederick demonstra ter por ela, e de suas declarações apaixonadas, Miranda não consegue desenvolver por ele nenhum sentimento além de ódio e pena.
Frederick demonstra-se realmente apaixonado, gastando quase todo seu dinheiro para fazer as vontades de Miranda enquanto a mantém refém no porão de sua casa.
Durante toda a história trava-se uma batalha entre a inteligência de Miranda, seus instintos, sua maneira de ver o mundo e a obstinação de Frederick em mantê-la no porão, até que ela o aceite. Apesar de todos os apelos sentimentais e racionais que Miranda faz para ser libertada, Frederick resiste, pois, segundo ele, sem ela, sem sua presença, ele sucumbiria à solidão.
Miranda tenta fugir diversas vezes, mas ao menos para detê-la, Frederick usa sua inteligência. A cada tentativa de fuga, a relação entre os dois piora.

O livro é dividido em partes, onde primeiro temos a versão de Frederick sobre os acontecimentos, e depois a versão de Miranda, que é apresentada numa espécie de diário.
O final, para mim, foi surpreendente. Não esperava pela reação de Frederick frente os acontecimentos finais.
Recomendo!

O que mais posso dizer. Via Frederick e Miranda como duas partes do meu próprio ser. Aquela que deseja a liberdade, que deseja aperfeiçoar-se, que deseja a vida acima de tudo, que aprende com seu sofrimento e, como a própria Miranda diz: "Se eu não tivesse passado por essa situação, seria uma pessoa completamente diferente, e não veria o que agora vejo. Por isso não acho que seja uma coisa de todo ruim. Pois quando eu sair daqui, já não serei a mesma Miranda de antes."
E aquela obstinada, eu diria até obsessiva, que não desiste, que não ouve, que insiste em continuar sempre igual. Que insiste em levar algo que já começou errado até o fim, só para não perder o que se tem. Egoísta. Mesquinha.

Bom. Acho que é isso^^

C.C.

10/15/2008

Golden days

Long long time ago...

I'm sad.

Esfingie sem segredos. É uma boa descrição. No fundo, não há mistério algum.
É assim como diz a música:
I remember golden days when all this was a mystery...*

Sim, é isso mesmo. Tempos dourados onde tudo era um mistério. E quando se perde o mistério, perde-se também o brilho.
Talvez seja crueldade, mas não é unilateral. O que seria de mim, se não fosse essa pequena dose de crueldade? Seria como um cãozinho na coleira.
Na verdade estou esgotada. É como se tivessem drenado tudo de bom que houvesse em mim. Tão frágil... Sim. É como a Lara disse, as pessoas são realmente muito frágeis. Eu sou.
Tão frágil que preciso utilizar de crueldade, para sentir que ainda resta alguma coisa em mim.
Mas quando você olha de fora, percebe que essa crueldade exala de mim, mas não atinge ninguém. Então pode-se perceber o quão patética é essa tentativa inútil de me sustentar, de me manter de pé. Só eu saio arranhada. O orgulho ferido, a crueldade disperdiçada.
Sei que não vale a pena. Mas quando me sinto assim, realmente nocauteada, por mais que eu planeje agir como se nada tivesse acontecido, no fim, não consigo. Alguma coisa ruim borbulha dentro de mim e quando percebo, já era.
De qualquer maneira, é um mal que só atinge a mim mesma. Por que as pessoas não se importam mais. As pessoas não percebem mais, não sentem, pelo menos não por mim.
E nessas horas eu vejo como tudo é realmente. O quão fraca é a amizade. E apesar da crueldade, eu fico muito triste. Realmente triste.
Sigo em frente por que é só o que me resta fazer.
Falar, não adianta nada.
É. Eu me sinto sozinha novamente. De que adianta importar-se com as pessoas, se elas só pensam em si mesmas?

"I remember golden days..."
E os anos dourados não passam de ilusão.

*Necessary evil - the dresden dolls

C.C.

10/10/2008

Início e fim na tempestade

O dia foi perdendo o brilho, a luz, o sentido. Sentada na cama, ela admirava a chuva. Começou fraca, fina.
De repente o céu foi escurecendo, primeiro veio o som, o estrondo fazendo o vidro tremer. Então a luz, relâmpagos cortando o céu.
Ela aproximou-se da janela, ficou lá, admirando a tempestade que se formava, a chuva cada vez mais forte, o vento mais intenso, era como se sua alma quisesse fundir-se com a chuva, o vento e os relâmpagos.
Fundir-se com a fúria da natureza, para apagar a tormenta que reinava em sua alma. Como era possível que a tempestade trouxesse seu nome com a chuva, seu cheiro com o vento, sua presença. Ela estava presa nos próprios pensamentos, a mercê do tempo e do espaço que agora começavam a ir e vir através de suas lembranças; de sua dor, de seus sentimentos, de sua confusão, negação, aceitação, de seu amor indesejado.
Qualquer um que entrasse agora veria esta cena, mas não ouviria seus gritos, mudos. Ela agora chorava, por que o nome de quem amava queimava em sua garganta, mas não podia dizê-lo. Não podia gritar para a tempestade lá fora, que trouxera sua dor à tona e a deixara naquele estado de perdição terrível, o nome de quem amava. Era seu segredo, o único, e só seu coração o conhecia. Mas já era tarde, a chuva ficou mais furiosa, e suas lágrimas mais abundantes, ela soluçava, agarrada às grades da janela. Então, enquanto se martirizava e fugia da tormenta que crescia dentro de si, ela olhou para o pulso. Para a fita branca que havia amarrado ali, lembrou de seu pedido, que ela tentara fazer sem pensar naquele rosto, e sentiu uma fisgada no estômago.
Não, aquilo teria que terminar. E ali, enquanto a chuva caia, ela secava as lágrimas, pedia para que a tempestade acabasse com aquilo tudo, com a dor, o tormento, com o amor insano que a dominava, e começou a atacar a fita branca, a puxar e a morder "Este pedido não pode ser realizado, eu o corrompi, agora chega". Com dificuldade arrebentou a fita, mas guardou em uma gaveta, uma lembrança de que agora começava o fim.
Às vezes precisamos exteriorizar nossos impulsos, para firmar nossos objetivos.
Toda vez que olha para o pulso, lembra da fita, da chuva, e da decisão que tomou. Aos poucos ela vai retomando o controle, é difícil, mas necessário.
Aquele nome ainda queima em sua garganta, mas agora ela sabe que isso está morrendo, aos poucos, e é ela quem está matando.

Achei esse texto perdido no myspaces o.O
Há muuuuuito tempo que não entrava lá, tive até que tirar umas teias de aranha no caminho auhauhauhauhauhauhuha Não lembro quando exatamente escrevi isso =X
Mas achei legal^^

C.C.

10/02/2008

Die Sonne



Quero acreditar que não é coincidência, esta carta aparecendo.
Futuro: O Sol.

Ok então, estou aguardando ;)

E quando vejo o sol, como hoje, sinto que ela já está aqui^^
Os problemas se tornam pequenos, as mágoas, o peso, a culpa.
Quando vejo o sol, sinto que deveria brilhar como ele, mesmo com tudo isso que me faz mal, eu devo iluminar o mundo, como ele me ilumina.
Aprender a criar luz através da escuridão. Isso é o que quero fazer. Da minha dor, quero que brotem flores, da minha mágoa seu perfume, do meu orgulho as sementes e das ilusões, o paraíso.

"Fiat Lux!"

Eu também posso xD

C.C.